De acordo com o professor Mário Sergio Cortella, “não se deve confundir informação com conhecimento. A Internet, entre as mídias contemporâneas, é a mais fantástica e estupenda ferramenta para acesso à informação; no entanto transformar informação em conhecimento exige, antes de tudo, critérios de escolha e seleção, dado que o conhecimento (ao contrário da informação) não é cumulativo, mas seletivo”.
Vivemos um estágio em que o acesso à informação se dá de forma dinâmica e compulsória: não há como fugir do contato com a informação, independente do meio pela qual é transmitida. Mas voltando às palavras do professor Cortella, a informação é cumulativa e o conhecimento, seletivo. Sem critérios que selecionem ou lapidem o excesso de informação recebida diuturnamente, transformando-a em conhecimento, corre-se o risco de saber sobre muita coisa, mas sem conhecê-las a fundo, impedindo com que se transforme em competências capazes de auxiliar na resolução de problemas cotidianos.
É nesse processo de transformação da informação em conhecimento que o professor deve se fazer presente. Com esta afirmação, entendemos urgente, capacitar professores para lidarem pedagogicamente com as tecnologias de informação e comunicação, assumindo uma postura crítica diante das informações, e tendo condições de lidar com as diferentes linguagens exigidas no mundo do trabalho de hoje, e que, por conseguinte, são exigidas para se ter acesso a ele.
Este “novo” professor precisa entender a necessidade de mudanças na ação docente, aceitando os novos desafios e buscando continuamente a atualização e formação, bem como, compreender que seu papel no processo educativo deve ser o de administrador deste processo. Sua competência, conforme nos diz Levy (1999, p. 171), “deve deslocar-se no sentido de incentivar a aprendizagem e o pensamento. O professor torna-se o animador da inteligência coletiva dos grupos que estão a seu encargo. Sua atividade será centrada no acompanhamento e na gestão das aprendizagens; o incitamento à troca de saberes, a mediação relacional e simbólica, a pilotagem personalizada dos percursos de aprendizagem, etc.” O computador não substituirá ou colocará em segundo plano o professor capacitado.
Referências:
CORTELLA, Mario Sergio. O naufrágio de muitos internautas. Folha de São Paulo. São Paulo, 06 jul. 2000, Caderno Equilíbrio, versão digital. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/equilibrio/eq0607200025.htm Acesso em 25 out. 2014.
LÉVY, P. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999.
(Turma 1, Grupo 4: Cristiane, Elaine, Júlio e Vinícius)

Discussões atuais nos fazem pensar que o professor será substituído pelo computador, pela internet. Entretanto, o professor tem um papel fundamental no aprendizado organizado do aluno. É ele quem organiza, articula as informações, contribui para o aprendizado dos alunos. Conteúdos da internet nem sempre são confiàveis, e cabe ao professor mostrar novas fontes de conhecimento, que vai muito além da internet. O professor jamais será substituido pelo computador, o que ocorrerá será uma aliança entre ambos, onde, juntos, contribuirão para uma melhor aprendizagem dos alunos.
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